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Icária, Icária, Icária: Uma conferência _ _ _ _ _ sobre um desejo chamado utopia e outros superpoderes

Icária, Icária, Icária: Uma conferência _ _ _ _ _ sobre um desejo chamado utopia e outros superpoderes
Por Rui Pina Coelho

Em 1840, Étienne Cabet, um dos socialistas utópicos mais célebres do seu tempo, publicou o romance Voyage en Icarie, no qual o jovem William Carisdall explora a República utópica de Icária. O romance, que encontrou eco sobretudo entre operários e artesãos parisienses, exerceu tamanha influência que levou um grupo de leitores, em 1848, a atravessar o Atlântico e a fundar, nos EUA, o Movimento Icariano, tentando converter a ficção em realidade. A leitura e o estudo deste romance constituem o ponto de partida para Icária, Icária, Icária. Diante do colapso ambiental provocado pela lógica destrutiva do capital e da crise civilizacional que ela engendra, qual o lugar da utopia enquanto horizonte revolucionário? De que modo a imaginação política pode contribuir para a reinvenção do mundo?

Rui Pina Coelho faz na Fonte de Letras o "aquecimento" para o espectáculo que irá estrear no Tatro Experimental do Porto em Dezembro.

Rui Pina Coelho (Évora, 1975) é autor de textos para teatro, dramaturgista e professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua atividade artística e académica desenvolve-se em torno da arte enquanto prática de resistência, da representação da violência nas artes performativas e das relações entre performance, política e utopia. Desde 2010, colabora regularmente com o TEP – Teatro Experimental do Porto, enquanto dramaturgo e dramaturgista

sáb, 17 outubro 2026, 17h-18h30
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